...nas dobras do afeto

Das mãos do artista plástico e arquiteto Roberto Scorzelli (1938/2012), surgiram os primeiros bichos feitos por ocasião do nascimento da filha Isabella. Quando crianças os dois filhos do artista brincavam com os bichinhos em papel que ficavam espalhados pela casa do Joá. 
Somente em 1998 Marcos redescobriu alguns desenhos dos anos 60 com apenas alguns bichos em papel dentro de um envelope na gaveta de seu pai. 
Sócios por 23 anos no escritório de arquitetura, passaram longos períodos conversando, imaginando e desenvolvendo outros tantos bichos entre um projeto e outro. 6 anos após a morte de Roberto, Marcos os tirou do papel para o aço, utilizando sua experiência com materiais, geometria e computação gráfica. 
A ideia era transformá-los em esculturas em grande formato. O fundamental era não perder o conceito, não haver perda de material, sem solda ou recortes. 
A partir de formas geométricas simples com alguns cortes, vincos e movimentos precisos chega-se a uma forma tridimensional, curiosa e vibrante. 
São esculturas que revelam formas minimalistas e ao mesmo tempo surpreendentes resultando em uma explosão de cores e pura geometria

Desenho original de 1960 exposto na Galeria Evandro Carneiro na exposição de 2019
O conceito

O conceito do projeto é despertar a curiosidade para a relação entre as formas geométricas bidimensionais e tridimensionais.
Todos os bichos se desenvolvem a partir de uma forma geométrica inicial, círculo ou retângulo. Uma simples forma geométrica plana pode se transformar em um objeto espacial complexo, apenas com a interferência de movimentos precisos, sem perda de material ou soldas.

Formas geométricas primárias
se transformam em criaturas lúdicas e vibrantes com movimentos precisos.